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18 de março de 2015

Naturezas Financeiras ... o que são, de onde vem, do que se alimentam e como se reproduzem?

Segmento da Empresa: Todos
Módulo: Financeiro
Rotina: Naturezas
Assunto:Naturezas Financeiras.

Conceito
 Natureza nada mais é do que um plano de contas especificamente útil para classificação das receitas e despesas em regime de caixa, ou seja, pelo movimento financeiro e não contábil.

 Antes de entrar nas funcionalidades oferecidas pelo Protheus, quero explicar o conceito de maneira mais ampla, pois percebo em todas as minhas implantações uma certa dificuldade de entendimento por parte de muitos envolvidos no projeto. É fundamental o entendimento do conceito para o sucesso da implantação, visto que uma vez o plano bem elaborado, o recurso é bem visto pelo gestor e de fácil utilização pelo pessoal operacional.

 O setor financeiro de qualquer empresa possui pelo menos algum tipo de classificação das despesas, separando por exemplo compras de matéria prima, compras de material de uso e consumo, contas fixas (luz, água etc), impostos, adiantamentos, movimentos de caixa, pagamento de folha etc.  Vamos chamar estas contas de plano de naturezas.

 Com base nestas classificações (naturezas), o setor financeiro é capaz de montar algumas visões/relatórios gerenciais, por exemplo fluxo de caixa, movimento bancário por natureza, balancete etc. Em alguns casos também é necessário gerar estas informações para as holdings, em empresas multinacionais por exemplo.

 Outra coisa importantíssima que precisa ficar clara é: Plano de naturezas não é e não deve ser confundido com plano de contas contábil. Plano de naturezas é exclusivamente de uso do setor financeiro e não precisa ter qualquer equivalência ou semelhança com seu primo contábil. Gestor contábil, não se preocupe, algumas contas contábeis serão sim alimentadas a partir das naturezas, mas não é necessário que o plano de naturezas reflita o contábil, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e é fundamental aceitar esta separação.

 No próximo post trarei um pequeno roteiro de implantação das naturezas com meus toques pessoais. Além disso, algumas demonstrações de visões e relatórios para que seja possível visualizar de forma clara o objetivo da implantação deste recurso pelo gestor e analistas.

 Grande abraço e até a próxima!


28 de outubro de 2013

Base de comissão divergente em títulos baixados com multa

 Hoje o cliente alegou que o sistema estava calculando comissão incorreta em alguns títulos que haviam sido baixados com multa.

Ilustrando a situação
Valor da Nota menos o IPI (F2_VALBRUT - F2_VALIPI): 24.300,00
Valor do IPI: 1.215,00
Valor do Título (E1_VALOR): 25.515,00 (valor da nota + IPI)
Base original da comissão no financeiro (E1_BASE1): 24.300,00

Até aqui está tudo certo e entendido, o problema veio ao baixar o título.

Baixa do título
O valor total baixado (E5_VALOR) foi 25.820,55, que equivale à soma do valor do título (25.515,00) e a multa aplicada ao cliente, no valor de 305,55.

Comissão gerada após a baixa do título
Valor da comissão (E3_VALCOM) = 1.475,00
Percentual (E3_PORC) = 6,00
Base (E3_BASE) = 24.591,00  (???)

 A dúvida do cliente foi justamente sobre a base gerada após a baixa do título. Como o sistema chegou ao valor de 24.591,00? Na tentativa de desvendar este mistério, o usuário tentou somar a multa à base inicial de 24.300,00, tentou subtrair o IPI, tentou somar outros impostos que incidiram sobre esta nota, mas nenhuma das tentativas chegou ao valor calculado pelo sistema.

 Desvendando o mistério
  Acontece que o sistema calculou a proporção da multa sobre o valor do título e depois aplicou esta proporção à base original gerando a nova base em SE3.

Como assim?
 Multa: 305,55.
 Valor do título: 25.515,00
 Base original: 24.300,00

Encontrando o proporcional da multa sobre o valor do título: 305,55 / 25.515,00 = 0,0119753
Aplicando este proporcional à base original do título: 0,0119753 * 24.300,00 = 291,00
Encontrando a base misteriosa: 24.300,00 + 291 = 24.591,00  

Mistério esclarecido, resta explicar o porquê
 Esta situação ocorrerá sempre que a base da comissão gerada em SE1 for diferente do valor do título e, ao executar a baixa, houver incidência de decréscimos, acréscimos, descontos, multas ou juros.

 Espero ter conseguido explicar com clareza esta situação. Se você ficou com qualquer dúvida, por favor não deixe de postá-la aqui pra mim.

O Consultor

24 de setembro de 2013

Implantação do SIGALOJA

Um dia de implantação do SIGALOJA é sempre sinônimo de um dia cansativo, mas apesar disso, este foi vitorioso.

 Basicamente tive que solucionar uma séries de pequenos problemas no módulo, testar, treinar o usuário e deixar o ambiente pronto para validação.
 Sim, tudo em um dia.

Lista de problemas/tarefas e as respectivas soluções

Problema 1: Ao digitar o orçamento, não vir preenchido o cliente padrão e nem o vendedor padrão.
Solução: Configurar parâmetros: MV_VENDPAD, MV_CLIPAD e MV_LOJAPAD

Problema 2: Erro ao incluir produto, TABELA DE PREÇO INVÁLIDA.
Solução: Configurar MV_TABPAD como 1 ao invés de 001.

Problema 3: Cliente solicita aumentar casas decimais do preço unitário para que imprima com 4 no cupom fiscal.
Solução: Aproveitei que iria mexer nisso e aumentei o tamanho dos campos de quantidades e valores, pois notei que todos estavam com tamanho de 11 ou menos. Para isso precisei corrigir com atenção não deixando nenhum campo de fora nas tabelas SL1, SL2, SLQ, SLR e SL4.

 Para que o cupom respeitasse a quantidade de casas decimais do preço unitário do orçamento, foi necessário configurar os parâmetros conforme a lista abaixo:
MV_RNDDES com .F.
MV_LJTPDES com 2
MV_LJAJDES com .T.
MV_ARREFAT com N

 Problema 4: Cliente reclama que terá que digitar novamente no SIGALOJA todos os preços já cadastrados nas tabelas de preço do faturamento. Isso é assim porque a estrutura de tabela de preços do faturamento é uma e a do LOJA é outra.
Solução: A fim de facilitar ao máximo a vida do usuário, desenvolvi uma customização simples onde o usuário digita nos parâmetros de 1 à 10 quais tabelas de preço do Faturamento ele quer trazer para o Loja. Ao confirmar, o programa lê as tabelas DA0 e DA1 e faz a gravação nos campos correspondentes em SB0.
Cliente ficou bem satisfeito com a solução.

Problema 5: Cliente alega que possui uma regra de preenchimento de TES que funciona no faturamento e gostaria de personalizar o loja para funcionasse igual. Ele precisa que ao digitar um orçamento de vendas, o sistema preencha a TES correta de acordo com o produto.
Solução: Criar o gatilho. No entanto o problema é que criar gatilho no SIGALOJA não é tão simples. O campo LR_PRODUTO está em um acols e o LR_TES em outro, por isso não basta referenciar o campo de memória na criação do gatilho, simplesmente não funciona assim. Porém como quase nada é impossível no Protheus, eu resolvi da seguinte maneira:
CAMPO: LR_PRODUTO
CONTRA DOMÍNIO: LR_TES (Isso é inútil porque o gatilho do loja não respeita isso)
REGRA: aColsDet[n,aScan(aHeaderDet,{|x|alltrim(x[02])=="LR_TES"})]:=SB1->B1_XTES (aqui está o pulo do gato)

Explicando a REGRA: A expressão ”aColsDet[n,aScan(aHeaderDet,{|x|alltrim(x[02])=="LR_TES"})]” é o mesmo que seria escrever M->LR_TES em outros módulos. Porém no SIGALOJA o modo convencional não funciona.

 Eu precisei passar para ao gatilho a posição exata do campo LR_TES no acols, que no caso é o acolsDet. A variável “n” me diz em que linha estou posicionado no acols. Para concluir, eu atribuí a isso o conteúdo do campo customizado B1_XTES.
Validei com o usuário e funcionou perfeitamente.

Treinamentos passados ao usuário
- Treinado na digitação do orçamento no Retaguarda;
- Treinado na importação do orçamento no PDV;
- Treinado na geração e cancelamento do cupom fiscal no PDV;
- Treinado na geração da Nota sobre Cupom;

 Dica: Nos meus treinamentos de implantação eu procuro sempre utilizar um software de gravação de tela para que o próprio usuário possa consultar posteriormente. Utilizar o AutoScreenRecorder que é free e recomendado pelos consultores Totvs.

 Ao final do dia, o sistema ficou pronto para ser validado pelo usuário e, se não surgirem mais problemas, semana que vem estaremos virando o SIGALOJA em produção.

23 de setembro de 2013

Error log no financeiro

Hoje eu dei continuidade em um chamado aberto semana passada. Dados abaixo:

Segmento da Empresa: Industrial
Módulo: Financeiro
Rotina: Contas a Receber.
Problema: Após migrar para o Protheus 11, ao tentar cancelar uma baixa no contas a receber, o sistema apresenta o error log: TYPE MISMATCH ON - F070FATFOR (fina440.prx) 17/06/2013.
Solução: A Totvs enviou um patch de correção. Para baixar-lo, acesse o chamado THOKR5 através do site do suporte da Totvs. O patch atualiza a rotina FINA440 trazendo o fonte para a data: 07/08/13.

Após aplicar o patch, o problema foi resolvido.

Dica do consultor:
Muitas vezes a Totvs se recusa a enviar um patch de correção alegando que a data do nosso fonte está muito antiga em relação à data mais atual do mesmo.
Caso você tenha qualquer problema ou erro na rotina FINA440, e caso seu fonte seja anterior à 07/08/13, recomendo que baixe este patch que atualizará somente o fonte. Caso seu problema seja nele, ele certamente será resolvido.